quarta-feira, 17 de abril de 2013

Viver no exterior



Oi pessoal tudo bem?

Hoje estava pensando sobre o que me levou a tomar a decisão de viver no exterior. Vou tentar esplicar  minha decisão rispondendo a duas perguntas sobre o assunto.
O que leva uma pessoa a deixar o próprio pais? O que sentimos ao chegar ao país de destino?

Um belo dia, em uma das minhas viagens ao Brasil (ainda acho estranho falar assim, rs rs rs ), achei um velho diário meu, de quando eu tinha 14 anos. Nesse diário, além dos dramas existencias de toda adolescente eu achei uma lista de coisas para fazer (até hoje adoro fazer listas, rs rs rs ).

O item número da minha lista era: adivinhem só… ir o exterior! Mas não para visitar, tinha especificado, mas para morar. Queria ir morar na França e visitar a Itália mas aconteceu exatamente o contrário.

Sempre admirei pessoas viajadas… com todas aquelas histórias para contar. E pensava: poxa, eu também queria ter vivido isso!! Nasceu em mim(ou apenas desenvolveu-se) a convicção de que eu só me aproximaria da pessoa que eu gostaria de ser se eu fosse morar no exterior, longe de tudo aquilo que eu conhecia. A convicçao de eu precisava levantar voo.

Há anos atrás, vi uma foto que representava exatamente como eu me sentia. Era a foto da propaganda de uma agência de intercâmbios. A foto retratava um peixinho dourado em um aquário, osservando o mar através da janela. Debaixo da foto a escrita: “o mundo é grande, vá viajar!” Essa foto mexeu comigo, nunca a esquecerei. 
Eu me sentia exatamente como aquele peixinho, cansado de andar em círculos, entediado, esperançoso de um dia perder-se naquela imensa vastidão azul, apesar do medo. Apesar de tudo.

Voltando à pergunta: o que leva uma pessoa a deixar o próprio país? A minha resposta para esta pergunta é: para viver, ampliar os horizontes, destruir nossas certezas, demolir preconceitos, ter histórias para contar. Obviamente, me refiro às pessoas que o fazem por vontade própria.

O que sentimos ao chegar ao país de destino? Euforia, frio na barriga, uma felicidade incontenível. Comigo foi assim. Mas quando cai a ficha (é o novo rs rs rs) e percebemos que estamos do outro lado do mundo, nos sentimos sozinhos, pequenos, frágeis e a tristeza toma conta… Entao é choro…e mais choro. Mas a tristeza passa, mas cedo ou mais tarde. Felizmente.

Mas a saudade, ah… esta é uma visitante assídua.

Piazza San Pietro - Roma



Beijos e até o próximo post! 





6 comentários:

  1. Ai que lindo esse teu post! Me fez pensar na minha trajetoria... e a grande coincidencia e que desde sempre eu dizia que queria sair do Brasil, nunca entendi direito o porque, simplesmente sentia isso dentro de mim. Feliz com esse teu post, maravilhoso mesmo! Beijos!

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    Respostas
    1. Fico feliz por vc ter gostado :)

      Pois é. E' dificil explicar, vc apenas sabe q vai. No início não sabemos quando e nem como, apenas sabemos... Destino?? :D

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  2. Respostas
    1. Eh sim Kelli, vida de exportada nao é mesmo facil no inicio... mas depois o coraçao se acalma e fica até dividido. :)

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    2. verdade!...estar perto da familia e dos amigos, eh o q mais sinto falta aqui...
      nao sei como eh ai onde vc mora, mas aqui em Firenze,
      fazer amizade eh tao dificil, vejo que os fiorentinos sao mto fechados...

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    3. Tbm estou na Toscana :) Moro em Livorno. Aqui ele sao tranquilos mas em relaçao à amizade os italianos, em geral, sao mais "desconfiados".

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